Curiosidades Dorper

1. Origem da raça Dorper.
Segundo a literatura brasileira, "A Dorper é uma raça ovina de corte desenvolvida na África do Sul, nos anos 30, a partir de cruzamentos entre carneiros chifrudos da raça Dorset e ovelhas Blackheaded Persian (originada da Somalis). Foi desenvolvida para regiões semiáridas extensivas da África do Sul, sendo, numericamente, a segunda maior neste País. Esta raça encontra-se difundida em diversos países" Luciana Cristine Vasques Villela - Embrapa Pesca e Aquicultura.

2. Aspectos gerais da raça Dorper.
A raça apresenta animais tanto de cabeça negra (Dorper) como de cabeça branca (White Dorper). É uma das mais férteis raças de ovinos sem chifres, com bom comprimento corporal e cobertura de pêlos e lã claros e curtos. Apresenta excepcional adaptabilidade, robustez e excelentes taxas de reprodução e crescimento, além de boa habilidade materna.

Dados produtivos no Brasil ainda são escassos. Entretanto, devido à sua especificidade para corte e às origens de sua formação, a Dorper pode ser uma raça de grande importância no uso em cruzamentos, principalmente pela possibilidade de imprimir uma boa qualidade de pele, ao contrário das raças lanadas especializadas para corte.

Alguns dados na África do Sul, sob condições de pastagem, indicam que esta raça apresenta primeiro parto em torno de 346 dias de idade, fertilidade ao parto de cerca de 87,0%, prolificidade (número de crias por parto) de 1,33 crias/parto, peso ao nascer e à desmama (em média aos 94 dias) em torno de 3,9 kg e 24,0 kg, respectivamente. Sob as mesmas condições, a média de ganho em peso diário foi de 217 g/dia na fase pré-desmama, podendo alcançar 250 g/dia. O peso adulto desta raça é de 80,0 kg a 120,0 kg nos machos e 60,0 kg a 90,0 kg nas fêmeas.
Fonte: https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/criacoes/ovinos-de-corte/pre-producao/caracteristicas/racas/comerciais/dorper

3. Qual melhor Dorper ou White Dorper?
Na prática não há diferenças entre o Dorper e o White Dorper, exceto a cor (um possui o pescoço/cabeça negro enquanto o outro é todo branco) e a pigmentação (o Dorper possui uma pele mais pigmentada), e ambas as raças compartilham o mesmo padrão.
Fonte: google.com.br

4. Aptidão da raça Dorper.
Apresenta excepcional adaptabilidade, robustez e excelentes taxas de reprodução e crescimento (cerca de 36 kg de peso vivo entre 3-4 meses de idade (carcaças de 16 kg). A carcaça é de alta qualidade, com relação de carne/osso de 5,2 para 1,0 e ótimo aproveitamento em cortes comerciais.
Fonte: gooble.com.br

5. Peso máximo de um carneiro Dorper.
Os cordeiros podem atingir, quando confinados, 36kg antes dos 120 dias de idade.
O peso adulto desta raça é de 80,0 kg a 120,0 kg nos machos e 60,0 kg a 90,0 kg nas fêmeas.
Fonte: google.com.br

6. Idade que o carneiro começa a cruzar.
Em geral, nas cabras e ovelhas ocorre entre 6 a 11 meses de idade. Logo após a puberdade ou mesmo antes de detectar o primeiro estro clínico, é comum ocorrer o “cio silencioso” que é quando a fêmea ovula, mas não apresenta comportamento de estro.
Fonte: google.com.br

7. Os tipos de cruzamentos mais utilizados na ovinocultura, visando a ganhos genéticos.
O cruzamento industrial; o cruzamento triplo e o cruzamento absorvente.

8. Cruzamento industrial.
Para executar um programa de cruzamento industrial, o ovinocultor precisará de dois rebanhos distintos: o primeiro destinado à produção de fêmeas de reposição que deverão ser de raça pura, composto por metade do total das ovelhas da propriedade, as quais serão cobertas apenas com machos da mesma raça; o segundo rebanho será destinado ao cruzamento propriamente dito, com as ovelhas sendo acasaladas com carneiros da raça especializada em carne, e todos os descendentes sendo destinados ao abate.

Dos animais resultantes do acasalamento entre ovinos da mesma raça, uma porcentagem das borregas, de preferência as melhores, serão cobertas por machos da mesma raça, para reposição de ovelhas puras. O restante das borregas será utilizado na reposição do rebanho de matrizes que estão em cruzamento, de forma que o número de animais possa se manter constante, atendendo às necessidades dos cruzamentos em relação às fêmeas puras.

9. Cruzamento triplo.
No cruzamento triplo, as fêmeas meio sangue, resultantes do cruzamento industrial, são aproveitadas como matrizes, sendo cobertas por machos puros. Essa forma de trabalhar se baseia no fato de que as fêmeas meio sangue, geralmente, resultam do cruzamento entre raças mais adaptadas ao meio ambiente, de maior aptidão leiteira e com boa habilidade materna, características que elas deverão herdar em boa parte.

Isso faz com que a taxa de mortalidade de cordeiros descendentes das fêmeas meio sangue diminua, sensivelmente, sem contar que a grande adaptação à vida desse tipo de animal, nas pastagens tropicais, aceita bem um manejo mais simples. Essas fêmeas resultantes do cruzamento industrial serão cobertas por machos de raças especializadas em produção de carne, produzindo animais com 3?4 de sangue de raças especializadas em corte, que serão recriados em confinamento.

10. Cruzamento absorvente.
O cruzamento absorvente é utilizado para ampliar o rebanho de animais puros de uma determinada raça, cuja população de fêmeas puras é muito pequena. Essa forma de se manejar geneticamente um rebanho é importante, em situações nas quais existem poucos animais de uma determinada raça, cuja aquisição pode ser difícil e cara.

Com isso, um ovinocultor pode, ao longo do tempo, formar um rebanho inteiro de uma determinada raça de ovino, a partir de um grupo de animais mestiços, surgindo daí animais classificados tecnicamente como puros por cruza. Para fazer o cruzamento absorvente, o ovinocultor partirá de um grupo de qualquer genótipo. Todas as ovelhas serão cobertas, sempre, por carneiros da raça que se deseja atingir, geração após geração, em todas as fêmeas resultantes.

Dessa maneira, na primeira geração, serão obtidas fêmeas com metade do sangue da raça desejada; com elas será acasalada novamente a raça alvo, gerando crias com 3?4 de sangue. Em seguida, o procedimento se repete, sucessivamente, atingindo vários graus de sangue a cada geração: 7/8, 15/16 e finalmente, 31/32.

Mas é importante destacar que, enquanto as fêmeas são aproveitadas no processo de cruzamento, os machos resultantes dessas várias gerações de cruzamentos devem ser descartados. Da mesma forma, ao longo do programa de cruzamentos absorventes, podem ser usadas técnicas de melhoramento genético, com introdução de genética superior e descartes dos piores animais, visando à formação de um rebanho de fêmeas, com uma qualidade genética crescente a cada geração.

11. Quantos meses a ovelha entra no cio?
Em geral, nas cabras e ovelhas ocorre entre 6 a 11 meses de idade. Logo após a puberdade ou mesmo antes de detectar o primeiro estro clínico, é comum ocorrer o “cio silencioso” que é quando a fêmea ovula, mas não apresenta comportamento de estro.

12. Sinais de uma ovelha no cio.
Quando a ovelha está no cio o carneiro apresenta o reflexo de Flehmen, retraindo o lábio inferior, levantando o superior e cheirando o ar, possibilitando a identificação de feromônios produzidos pelas fêmeas durante o cio.
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13. Tempo de duração do cio de uma ovelha.
O cio, ou estro, como também é chamado, é descrito como o período em que as fêmeas aceitam serem montadas, ou cobertas, pelo macho. Nos ovinos esse período dura em média 24 a 48 horas.
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14. Quantidade de cios que uma ovelha tem por ano.
A ovelha é uma espécie poliéstrica estacional, ou seja, apresenta estros ou cios apenas em determinada época do ano, quando pode ser fecundada. Durante esta estação de reprodução, o cio se repete, em média, a cada 17 dias, com pequena variação (16 a 19 dias).
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15. Tempo de gestação de uma ovelha Dorper.
O período de gestação de uma Dorper varia entre 142 e 153 dias.
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16. Quanto tempo depois de parida a ovelha entra no cio?
A ovelha retorna ao cio 35 dias após a realização do parto. Para isso, no entanto, deve estar bem nutrida e apresentando boa condição corporal. Vale destacar, no entanto, que o prazo de gestação é influenciado pela época do ano.

17. Quantos filhos pode ter uma ovelha?
A maioria das ovelhas tem apenas um filhote por gestação, pois elas são, na sua maioria, mono-ovulatórias, ou seja, só liberam um óvulo por ciclo. O uso da tecnologia aumenta a chance de ocorrer gestações de gêmeos também conhecidas como gemelares ou múltiplas.
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18. Quanto tempo demora o parto de uma ovelha?
Esse período apresenta uma duração média de duas a seis horas para cabras e ovelhas, e o seu final geralmente coincide com o início das contrações uterinas expulsivas.
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19. Quantas vezes a ovelha pode parir?
As ovelhas tropicais possuem um intervalo entre partos entre sete e oito meses, o qual permite um período vazio entre sessenta e noventa dias a depender da época e da idade da matriz, com um sistema de manejo e uma nutrição adequada é possível alcançar três partos em dois anos (GONZALEZ-STAGNARO,1993).
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20. Como saber quando uma ovelha vai parir?
Os sinais de proximidade do parto são: aumento do úbere, dilatação e relaxamento da musculatura da vulva e em torno da cauda, respiração ofegante, dor e contrações abdominais visíveis. Pouco depois de o estágio de contrações começar, começa a expulsão da cria. Ovelha prenhe com úbere aumentado e vulva dilatada.
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21. O que fazer com a ovelha quando ela perde a cria?
Higienização e isolamento de ovelhas que abortaram ou que estiverem com descarga vaginal é fundamental para se controlar um surto de abortos. - Restos fetais, da placenta e da cama (no caso em que for utilizada), devem ser corretamente descartados - queimados ou enterrados.
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22. Quantos anos vive uma ovelha?
A expectativa de vida de um ovino é de 20 anos.

23. Pode cruzar ovelha com filho ou reprodutor com filha?
Há controvérsias. Depende do objetivo do cruzamento. De maneira geral, a consangüinidade é considerada prejudicial. Além do aumento da incidência de defeitos genéticos, cruzamentos com grande proximidade de parentesco influencia de maneira negativa o desempenho produtivo e reprodutivo dos animais.
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24. Qual a idade do cordeiro para abate?
Assim, os cordeiros podem ser desmamados, já aos 45 dias de idade, com um peso vivo médio de 17 kg, atingindo 30 kg aos 95-100 dias e 36 kg até os 120 dia, estando aptos ao abate.
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25. Quais são as vacinas obrigatórias?
A vacinação é uma das medidas sanitárias mais negligenciadas na ovinocultura. Isso se deve ao fato de que não há vacinas obrigatórias para ovinos.
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